Dr. Antonio Sproesser

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SAIBA COMO FUNCIONA O NOSSO SISTEMA URINÁRIO

Como funciona o sistema urinário:
O organismo retira nutrientes dos alimentos para obter energia. Depois de utilizar os nutrientes que precisa, o que não é necessário vai para o sistema excretor por meio do sangue. Dos rins, a urina vai por meio dos ureteres para a bexiga. A cada 10 a 15 segundos pequenas quantidades de urina são enviadas à bexiga pelos ureteres. Se o sistema urinário estiver saudável ele agüenta até dois copos de urina confortavelmente por duas a cinco horas.

Os problemas no sistema urinário são causados por envelhecimento, doença ou trauma físico. À medida que envelhecemos, mudanças na estrutura dos rins fazem com que eles percam aos poucos a capacidade de remover completamente as impurezas do organismo. Além disso, os músculos dos ureteres, da bexiga e da uretra tendem a perder força. O organismo fica mais vulnerável a infecções urinárias porque a bexiga não consegue esvaziar completamente.

Os problemas mais comuns

Pedras nos rins: é o nome que se dá aos cálculos renais. As pedras se formam nos rins e percorrem todo o sistema urinário. Elas variam em tamanhos. Algumas são bem pequenas, mas há outras tão grandes que provocam dores terríveis

Sintomas

* Sangue na urina;

* Necessidade mais frequente de urinar;

* Infecções urinárias.


Tratamento
O tratamento visa a remover as pedras, prevenir infecções e evitar a recorrência.
Como os cálculos têm origem heterogênea e freqüentemente são manifestações de doenças multissistêmicas, é impossível haver um só esquema terapêutico. Por isso, o tratamento é diversificado e prolongado, requerendo o comprometimento permanente do paciente. Após seis meses de tratamento, deve-se repetir a seqüência de exames para avaliar a eficiência da ação terapêutica. A revisão é fundamental para ajustar as medidas usadas no controle da recorrência e estimular o paciente na continuidade do tratamento.

Os cálculos maiores de 0,8 cm não saem espontaneamente, por isso é necessária a intervenção do urologista para a retirada do cálculo por métodos cirúrgicos ou métodos extracorpóreos, endoscópicos ou litotripsia.

Ao contrário do que se recomendava no passado, durante as crises deve ser evitada a ingestão exagerada de líquidos. Líquido em excesso pode aumentar a pressão da urina no rim e, consequentemente, aumentar as dores. Os tratamentos podem ser de vários tipos:

* Medicamentos: durante as crises, é indicado o uso de analgésicos e anti-inflamatórios potentes para aliviar a dor, que é extremamente forte, quase insuportável.

* Litotripsia: é o bombardeamento das pedras por ondas de choque visando à fragmentação do cálculo o que torna sua eliminação pela urina mais fácil.

* Cirurgia percutânea ou endoscópica: por meio do endoscópio e através de pequenos orifícios, o cálculo pode ser retirado dos rins após sua fragmentação.

* Ureteroscopia: por via endoscópica, permite retirar os cálculos localizados no ureter.

Recomendações

* Beba muita água regularmente. De dois a três litros por dia. Essa é a medida mais importante para prevenir cálculos renais;

* Controle a ingestão de alimentos ricos em proteínas e cálcio, se os cálculos forem formados por excesso de ácido úrico ou cálcio;

+ A laranja, o limão e as demais frutas cítricas possuem citrato que ajuda a inibir a formação de cálculos renais.

 

Alimentos bons e ruins para pedras nos rins

 

Alimentos proibidos durante a crise

(é importante reduzir a quantidade diária de proteína a um máximo de 50 gramas)

 

- Peixes e frutos do mar

- Gema de ovo

- Vísceras (fígado, coração, moela)

- Grão de bico, feijão, lentilha, soja

- Verduras como: escarola, agrião, brócolis, couve, espinafre, mostarda, nabo, pepino, acelga

- Beterraba, tomate, cebolinha, aspargos, aipo, alho-poró, berinjela, quiabo

- Frutas como: figo, ameixa, castanha, damasco, tâmara, uva passa, caqui, amora, tangerina, uva

- Café, chá preto, chocolate, groselha

- Gergelim, tremoço amarelo, germe de trigo, nozes, amendoim

- Melado de cana, pasta de amendoim

- Coalho de soja

- Salsa, pimenta

 

Alimentos permitidos

- Clara de ovo

- Verduras, frutas e legumes (exceto os citados acima)

- Arroz, macarrão, batata, aveia

- Pães brancos, torradas, bolachas tipo água e sal

- Mel

- Chá mate, erva-doce, camomila

- Margarina, geléia de frutas (exceto as citadas acima)

 

Chá de quebra-pedra:

 

Quebra Pedra é o nome popular de uma planta, cientificamente chamada Phyllanthus. O chá de quebra pedra não quebra e nem dissolve pedra nos rins, como diz a sabedoria popular. Ele apenas ajuda a evitar que os cálculos se formem. Pesquisadores da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) estudaram a Phyllantus Niruri, nome científico da planta da qual é feito o chá, e chegaram a conclusão de que realmente se trata de um chá muito eficaz para evitar a formação de pedra nos rins, mas não para eliminá-la depois de formada.

 

 

Cistite (infecção urinária):

O uso prolongado de biquínis, maiôs e sungas e a ingestão insuficiente de líquido são causas constantes do aparecimento da infecção urinária. A IU é caracterizada pela presença de bactérias e é mais comum entre as mulheres. Em alguns casos a mulher tem mais de três episódios durante o ano, caracterizando um caso de infecção urinária recorrente. Isso se deve a fatores imunológicos, como também a alterações na acidez e fluxo anormal de secreções vaginais. As infecções surgem quando as vias urinárias são invadidas por micro-organismo, que podem se alojar na uretra (uretrite), bexiga (cistite) ou nos rins (pielonefrites). A mulher deve procurar ajuda logo no surgimento dos sintomas, dor e ardor, pois a infecção urinária pode se tornar muito grave, por exemplo, quando atinge os rins e também em suas formas crônicas.

 

Mitos e verdades sobre infecção urinária:

 

Dor ao urinar é sinônimo de infecção urinária?

Não. Estudos comprovam que apenas 20% dos casos de ardor e dor ao urinar são infecções urinárias. Os outros 80%, não apresentam alterações do exame de urina que comprovem a infecção. A queixa pode estar relacionada a infecções ginecológicas, traumatismo local e irritação por substâncias.

 

Problemas ginecológicos podem favorecer as infecções?

Sim. Em mulheres as infecções vaginais ou corrimentos (produzidos por fungos, bactérias ou vírus) podem ser causa de infecção urinária. A proximidade da uretra com a vagina, e da vagina com o ânus, facilita a contaminação por germes intestinais.

 

É aconselhável fazer xixi após o ato sexual?

Sim. Isto favorece a eliminação de bactérias que possam ter penetrado na uretra e na bexiga durante o sexo. A urina parada na bexiga permite a proliferação destes micro-organismos.

 

Segurar a urina quando se está com vontade facilita a infecção?

Sim. Isso pode aumentar o risco de infecção urinária, pois leva a uma maior concentração de resíduos, como uréia, cloreto de sódio (sal) e ácido úrico, que se tornam tóxicos após muito tempo retidos no organismo.

Esse quadro propicia a proliferação de bactérias no aparelho urinário, entre elas a Escherichia coli, responsável por doenças como infecção nos rins. Além disso, segurar o xixi pode provocar dilatação dos rins.

 

Beber bastante água evita infecções?

Sim. Manter-se bem hidratado também ajuda a evitar problemas. Para a pessoa saber se está saudável basta observar a cor da urina; se estiver amarela clara, indica que está bem hidratada. A urina é uma forma de excreção, eliminação de substâncias indesejáveis para o corpo. Pela proximidade a uretra é constantemente invadida por germes, da região genital e anal. Fazer xixi com frequência e beber bastante líquido, de preferência água, contribui para maior formação de urina, o que favorece a eliminação das substâncias indesejáveis no ato da micção.

 

A mulher é mais vulnerável que o homem à infecção urinária?

Sim. A mulher é mesmo mais vulnerável às doenças do trato urinário, já que o comprimento da uretra, ligação entre a bexiga e o canal urinário, fica entre 12 cm e 15 cm no corpo masculino e 5 cm no feminino.

É por este canal que as bactérias chegam à bexiga, e como se pode notar, a distância nas mulheres é muito menor, o que facilita o acesso.

 

Sentar em vaso sanitário público pode causar infecção urinária?

Depende. Ainda que a chance de se contaminar com alguma bactéria, ao sentar no vaso sanitário usado por outras pessoas, seja pequena – é bom evitá-la. O melhor a fazer é lavar as mãos para não levar as bactérias a outros lugares como maçanetas, descarga, alimentos. Os maiores perigos dos banheiros públicos são para quem não lava as mãos, pois pode levar diversas bactérias, vírus e protozoários à boca

 

Fazer xixi em pé, no caso das mulheres, impede o esvaziamento total da bexiga, o que facilitaria as infecções?

Isso não é consenso para todas as mulheres. Para saber se você de fato esvaziou a bexiga, faça dois testes muito simples: aperte a parte inferior do abdomen ao fim da micção e veja se isso dá vontade de ir novamente ao banheiro. Ou, então, se 10 minutos depois de ir ao banheiro você sentir vontade novamente, é sinal de que você está retendo urina na bexiga, o que não é bom

 

Uma higiene mais completa após a evacuação é recomendado?

Sim. Lavar o local com água após usar o banheiro é a maneira mais correta de limpar a região anal, eliminando os micro-organismos. O que não é recomendado são os banhos de imersão (em bacias ou banheiras) pelo risco de contaminação da vagina pela água ou objetos utilizados.

 

Qual é a maneira considerada correta e ideal de se limpar após a ida ao banheiro?

De frente para trás. Assim, evita-se que a bactérias localizadas no ânus sejam carregadas apara a vagina, o que aumentaria os riscos de infecção.

 

Como deve ser feita uma higiene correta que ajude a prevenir infecção urinária?

A limpeza da vulva deve ser feita sempre com papel higiênico macio, branco e sem perfume, de modo a absorver a urina. No banho evite água muito quente e o excesso de sabonete. Não esfregue o local para não provocar traumas ou favorecer a penetração das bactérias.

 

O uso frequênte de antibióticos para tratar a repetição do problema pode levar à resistência das bactérias?

Sim. Evite a automedicação. O fato de muitas pessoas tomarem antibióticos sem orientação pode gerar infecções por agentes resistentes aos remédios prescritos. Lembre-se! Algumas infecções urinárias podem se tornar graves e até fatais. Procure sempre o médico.

 

A infecção urinária é comum na gestação?

Sim. Atinge por volta de 12% das grávidas. Sabe-se que 2-10% das grávidas não apresentam sintomas (bacteriúria assintomática), provavelmente já possuíam essa infecção no momento da concepção. Cerca de 1-1,5% aparecem como cistite e 2% como pielonefrite. O problema pode ser dos fatores de risco para o trabalho de parto prematuro.

 

Tratamento e prevenção

- Tome bastante líquido. Isso torna a urina mais fluida e facilita a eliminação das toxinas

- Durma sem a calcinha para que a região vaginal possa respirar

- Não use absorventes diários, somente quando estiver menstruada

- Sempre tome banho e faça xixi após uma relação sexual

- Mantenha sempre bons hábitos de higiene

- Nunca deixe de tratar uma infecção urinária, pois ela pode se tornar mais séria e, virar até mesmo, septicemia (infecção generalizada).

 

Sintomas:

 

--Urgência ao urinar

--Sensação de dor e queimação ao urinar

-- Urina em pequenas quantidades

--Urina com sangue

-- Dor pélvica

--Urina com cheiro forte

 

Alimentos bons para prevenir infecção urinária:

-- Suco de cranberry – tem ácido quinólico e vitamina C, que ajudam a prevenir a entrada da bactéria

-- Chá de menta – o mentol é tóxico às bactérias

-- Tomar pela manhã um copo de água morna com suco de limão – muda o PH da urina, evitando a proliferação das bactérias

-- vitamina C – ela aumenta a acidez da urina, o que evita o crescimento das bactérias

-- linhaça – ajuda a esvaziar a bexiga

-- Probióticos, como iogurtes – as bactérias do bem contidas nesses produtos inibem os micro-organismos do mal

 

Alimentos ruins:

-- Adoçantes ou alimentos com muito açúcar, que facilitam a proliferação das bactérias

-- Alimentos processados como queijos, chocolates

-- Comidas apimentadas

-- Altas doses de vitamina D podem irritar o trato urinário

-- Café, chá e cafeína

-- Refrigerantes

 

Incontinência urinária: é a perda do controle da bexiga, com a passagem involuntária de urina. As mulheres são mais afetadas do que os homens e o tratamento vai de simples exercícios a cirurgia. A incidência de incontinência urinária na mulher aumenta com a idade, atingindo 25% delas após a menopausa. As mulheres adultas têm mais chance de desenvolver incontinência urinária do que os homens adultos devido à anatomia do trato urinário feminino e do estresse causado pela gravidez, parto e menopausa. Apesar disso, os homens podem apresentar incontinência urinária como resultado de problemas de próstata, e ambos, homens e mulheres podem se tornar incontinentes devido a lesões neurológicas, defeitos congênitos, derrame, esclerose múltipla, e problemas físicos associados com a idade.

Estima-se que uma em cada 4 mulheres com mais de 40 anos sofram algum tipo de incontinência urinária. Em 80% dos casos, o problema tem cura definitiva

Tipos de incontinência:

  1. Por esforço: se o assoalho pélvico está enfraquecido, ao tossir, assoar o nariz, rir ou fazer um exercício mais intenso, a urina escapa. É comum em mulheres que acabaram de ter filhos
  2. Por urgência: é quando a vontade vem de repente e com intensidade tal que não se consegue controlar. Isso pode acontecer por vários fatores como infecções urinárias, problemas intestinais, doenças como Parkinson e Alzheimer e outros problemas neurológicos.
  3. Incontinência mista: é a mais comum entre as mulheres e combina as duas acima

Como tratar:

  • Exercícios pélvicos: criados por um ginecologista americano, eles são chamados de exercícios Kegel. Prevê a contração dos músculos da vagina, períneo e uretra, para fortalecer a região. Especialistas recomendam contrações de 2 a 5 segundos, de 10 a 20 vezes por dia
  • Terapia comportamental: ajuda a estabelecer horários específicos para ir ao banheiro e a mudar hábitos como consumo de cafeína e líquidos em determinados horários do dia
  • Medicamentos específicos
  • Cirurgia: indicada em mulheres que perderam a firmeza na região abaixo da bexiga. Atualmente, a cirurgia de Sling, em que se coloca um suporte para restabelecer e reforçar os ligamentos que sustentam a uretra e promover seu fechamento durante o esforço, é a técnica mais utilizada e a que produz melhores resultados.

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