Dr. Antonio Sproesser

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VEJA OS ALIMENTOS QUE DEVEM SER EVITADOS POR QUEM TEM ÚLCERA, GASTRITE, AZIA E REFLUXO

• Café
• Chocolate
• Chás mate e preto
• Refrigerantes
• Pimentas
• Condimentos (molho inglês, massa de tomate, ketchup, mostarda)
• Comidas gordurosas (principalmente frituras)
• Doces, quando consumidos em excesso
• Molhos apimentados
• Frutas cítricas como limão, morango, acerola, kiwi, abacaxi e laranja
• Embutidos em geral como salsicha, bacon e linguiça
• Bebidas alcoólicas

A ser consumidos

- leite, queijo fresco branco, ricota
-carnes magras
-ovos cozidos (não fritos)
-verduras e legumes cozidos
-frutas (exceto as mencionadas no item anterior)
-pães brancos, bolachas maria, maizena e água e sal
-arroz, macarrão
-batata, mandioca e mandioquinha cozidos

Azia

Azia é a mesma coisa que queimação. A azia faz com que a pessoa sinta “queimar” a região da boca do estômago, atrás do osso esterno, depois de se alimentar.

Por que ocorre

• A parte inferior do esôfago, que se liga ao estômago, tem um esfíncter (tipo de válvula) que impede que a comida que já passou para o estômago volte para o esôfago
• Durante a digestão da comida, o estômago secreta diversos ácidos
• Quando ingerimos alguns tipos de alimento, a pressão do esfíncter que separa estômago do esôfago é reduzida, fazendo com que a comida volte
• Por ser uma mistura ácida, sentimos o esôfago “queimar”, porque sua mucosa não está preparada para receber essa mistura

Quando é sinal de problema

Se a azia ocorre mais de duas vezes por semana por mais de 12 semanas seguidas, é melhor procurar um médico. Azia acompanhada de regurgitação (quando se sente o líquido ácido na boca) também merece atenção.
• Pode ser refluxo gastroesofágico, um problema tratado com medicamentos que reduzem a acidez do conteúdo do estômago e alivia a sensação de queimação
• A azia esporádica deve ser tratada com reeducação de hábitos (excluindo da rotina aqueles que causam o problema)

O que causa azia com mais frequência

• Bebidas alcoólicas
• Cigarro
• Uso frequente de anti-inflamatórios (reduzem a pressão do esfíncter)
• Comer e deitar em seguida: o ideal é esperar no mínimo duas horas depois de comer para ir para a cama

Alimentos que devem ser evitados por quem tem azia e refluxo

• Café
• Chocolate
• Chás mate e preto
• Refrigerantes
• Pimentas
• Condimentos
• Comidas gordurosas (principalmente frituras)
• Doces, quando consumidos em excesso
• Molhos apimentados
• Frutas cítricas como limão, abacaxi e laranja
• Salsicha
• Bacon

Cuidado com a confusão

A dor no peito de origem cardíaca pode parecer azia. Na dúvida se está tendo um ataque cardíaco (principalmente se não costuma ter azia e tem fatores de risco para doenças do coração), procure um pronto-socorro
• Semelhanças: sensação de queimação atrás do esterno, ambas podem vir acompanhadas de náusea
• Diferenças: a dor de origem cardíaca aparece, em geral, depois de um esforço físico ou emocional, pode irradiar para ombro e braço esquerdos e mandíbula, pode melhorar com repouso, causa suor frio; a azia aparece geralmente depois de uma refeição.
Há ainda um outro tipo de dor na mesma região que não é causada nem por azia nem por infarto: são outros  problemas no esôfago que levam ao incômodo, mas, em geral, a sensação é mais de aperto e desconforto do que de queimação

Duas em cada três pessoas já sentiram ou vão sentir esse mal estar causado pelo refluxo, e a melhor forma de evitar o problema é controlando a alimentação.

Alternativas para evitar a azia:

Comer grãos, vegetais e frutas.
Comer freqüentemente em porções menores

Refluxo

A azia é um sintoma do refluxo. Queixa muito freqüente nos consultórios médicos, o refluxo gastroesofágico afeta 12% dos brasileiros, segundo pesquisa do Datafolha. Nos Estados Unidos, a incidência da doença é de 20% da população norte-americana.

Em alguns casos, o refluxo gastroesofágico pode evoluir para esofagite (inflamação da mucosa do esôfago), que pode predispor o paciente ao câncer de esôfago, nos casos mais avançados.

A doença atinge 2,5 vezes mais os homens do que as mulheres e a faixa etária de maior incidência é a população acima de 40 anos

O refluxo pode ocorrer por predisposição genética, obesidade, hábitos alimentares inadequados, como ingestão de grandes quantidades de alimentos, a ação de comer excessivamente e logo se deitar, consumo excessivo de bebidas alcoólicas, cafeína e cigarro.

Outros sintomas: o refluxo gastroesofágico pode provocar ainda ronco, pigarro, tosse crônica e, até mesmo asma desencadeada pela pelo refluxo ácido do estômago para o pulmão.

O diagnóstico do refluxo gastroesofágico é feito por meio da endoscopia

A melhor forma de prevenir a doença é manter hábitos saudáveis de alimentação, controlar o peso e evitar o abuso de álcool, cigarro e cafeína. O uso de travesseiros elevados com formatos especiais diminui o retorno do ácido do estômago para o esôfago, evitando o risco de engasgamento.

O tratamento inclui medicamentos que controlam a secreção do ácido, fator principal associado aos sintomas da doença, e mudança de hábitos alimentares. Em casos mais graves, em que o paciente já apresenta esofagite severa, é indicado o procedimento cirúrgico como alternativa ao tratamento clínico.


Para que você não tenha refluxo, é preciso manter uma boa dieta e hábitos saudáveis. Isso é bom tanto para a saúde do seu estômago quanto do seu coração.  Procure se alimentar a cada três horas, com calma e mastigando muito bem os alimentos. Reduza o consumo de álcool e se você for fumante e sofrer de refluxo, saiba que o cigarro contribui muito para esse problema também.

Alternativas para controlar o refluxo:

Dormir inclinado -- Elevar a cabeceira da cama a uma altura de 15 a 20 centímetros pode evitar a subida de suco gástrico pelo esôfago. Dormir deitado sobre o lado esquerdo costuma reduzir o refluxo, ao passo que deitar sobre o lado direito, de bruços ou de costas facilita a passage do ácido.
Evitar o uso de roupas apertadas, por exemplo, cintos, que alteram a pressão dentro do abdômen e fazem com que a acidez do estômago volte para o esôfago

DIFERENÇA ENTRE GASTRITE E ÚLCERA

A diferença entre a gastrite e a úlcera péptica é que a gastrite é um processo inflamatório do estômago. Já a úlcera é um estágio mais avançado da doença. Ela é caracterizada pela diminuição de camadas protetoras do órgão, permitindo, assim, que a pepsina (uma enzima que acelera a digestão de proteínas) chegue à parede do estômago. Isso resulta em um tipo de ferida na parede do estômago e duodeno, chamada de ulceração básica.

Úlcera

A úlcera é uma ferida que pode ocorrer em várias partes do organismo: na pele e no aparelho digestivo, principalmente no estômago e no duodeno.

No duodeno, ela se forma pelo excesso de ácido produzido no estômago. Quando os ácidos estomacais são secretados no duodeno, eles são neutralizados pela bílis e o suco pancreático.

Mas se a quantidade desses ácidos for muito grande, essas substâncias não conseguem neutralizar o suco gástrico e isso causa a úlcera.

A do estômago surge quando há um excesso da produção de ácido usado no processo digestivo. Esse aumento no volume de ácido pode acontecer por vários motivos, como:

Presença de uma bactéria chamada HELICOBACTER PYLORI. Esse microorganismo ataca a parede estomacal.

50% das pessoas têm essa bactéria no organismo, mas ela só faz mal para quem tem predisposição genética para a doença.

O uso contínuo de aspirina, antiinflamatórios e antibióticos também contribui para o surgimento da úlcera.

Ficar longos períodos sem comer também é muito prejudicial.

Outro fator responsável é o estresse, ele pode estimular a secreção de ácidos que atacam o revestimento do estômago e do duodeno.

A úlcera é do tamanho de uma ervilha, uma ferida pequena, mas visível e que causa muita dor.

Antigamente o tratamento mais indicado era a cirurgia, hoje em dia já existem muitos medicamentos que podem diminuir ou bloquear a produção dos ácidos estomacais.

Os inibidores de bomba de prótons inibem até 95% a produção de ácido gástrico, e os antiácidos são muito eficazes. O tratamento dura de 2 a 4 semanas, e são usados apenas nos períodos de crise.

Se o problema estiver associado à bactéria “H. pyroli” você precisa primeiro tratar a úlcera com antibióticos e depois fazer o uso dos inibidores de bomba de prótons.

É preciso ter cuidado com alimentação e evitar ficar longos períodos sem comer.

Evite alimentos ácidos ou que promovem a liberação de ácido como café, chá preto, mate, condimentos, molhos picantes, frutas ácidas, cerveja, vinho, bebidas alcoólicas em geral. Excesso de sal grosso, doces, laranja, limão abacaxi, morango e caju.

E os fumantes, precisam parar de fumar!

Gastrite

Gastrite é a inflamação da mucosa do estômago. Pode ser aguda ou crônica

O que causa gastrite?

Ela pode ser causada por irritação provocada pelo uso excessivo de álcool, vômitos crônicos, stress e uso de medicamentos como aspirina e anti-inflamatórios. Outras causas:

Helicobacter pylori (H. pylori): Sem tratamento, a infecção provocada pela bactéria que habita a mucosa do estômago pode levar a úlceras e câncer de estômaco.

Sintomas

• Náusea ou dor de estômago
• Estufamento abdominal
• Dor abdominal
• Vômitos
• Indigestão
• Queimação
• Perda de apetite
• Fezes empretecidas

Como se diagnostica gastrite?

Além da história familiar, há exames que identificam o distúrbio:
• Endoscopia – Um endoscópio com uma pequena câmera mapeiam o estômago. Se houver inflamação, é feita a biópsia
• Sangue oculto nas fezes – esse exame checa a presença de sangue, um sinal possível de gastrite

Tratamento:

• Uso de antiácidos.
• Evitar alimentos picantes.
• Antibióticos contra a bactéria H. pylori
• Vitamina B12, se a gastrite for causada por anemia severa

Dicas para as grávidas para reduzir a azia:

Mais da metade de todas as mulheres grávidas reportam sintomas de azia, especialmente durante o segundo e o terceiro trimestre de gravidez. O problema se deve à mudança nos níveis hormonais, que podem afetar os músculos do trato digestivo e também a sensibilidade a certos alimentos. Os hormônios da gravidez podem reduzir a motilidade do esfíncter do esôfago, a válvula que fica entre o estômago e o esôfago, e causar seu relaxamento. Além disso, o útero aumentado pode pressionar o abdômen, fazendo com que os ácidos do estômago subam.

• Coma várias pequenas refeições em vez de três grandes
• Coma devagar
• Evite alimentos fritos e apimentados
• Beba menos enquanto come, porque o líquido em execesso pode aumentar o risco de refluxo
• Coloque travesseiros sob os ombros ou incline a cabeceira
• Use roupas largas, nada que aperte o estômago e o abdômen
• Há medicações seguras que podem ser tomadas durante a gravidez: consulte o seu médico.

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